Tempo na relação


Oi, galera! Hoje passei para contar a última do Toddy, o labrador mais famoso de Muzambinho. Acreditam que aquele sem-vergonha quer me convencer que caiu de uma cachoeira de 50 metros de altura? Nunca vi uma cachoeira, mas sei que 50 metros é metro pra caramba. Acho que isso é conversa de pescador. Ele deve estar pegando as manias do dono dele, o Noel, que fala pra todo mundo que pesca lambari de 5 quilos lá em Muzamba. hahaha Mas, fiquem tranqüilos, o Toddy está bem. Só quebrou uma costela e um dente. Ah, esses dias conheci minha vizinha do quinto andar, a Julie. Ela é da mesma raça que o meu pai (salsichinha), já está com oito meses (apenas 4 meses mais velha do que eu) e é toda castanha, uma belezura!!! Fui visitá-la uma noite dessas e quando cheguei em seu apê foi uma festa só. Brincamos, corremos, rolamos, latimos... Estava tudo uma maravilhava, quando, de repente, do nada, ela me deu uma mordida. Doeu pra caramba, mas, como sou muito macho, não dei o braço a torcer. Eu ainda tentei brincar, mas ela curtiu me dar dentada. Vai entender as cadelas! Tody, melhoras para você, amigão. Julie, acho melhor a gente dar um tempo para refletir sobre a relação. Beijos só para as cachorras!!!

39,3°


Era para ser o melhor fim de semana da minha vida. Viajar para Minas e comemorar o aniversário da Claudia. Perfeito! Diferente das outras vezes, a viagem foi tranqüilinha, pois já me acostumei com a charanga. Em Guaranésia, revi os Pelezinhos, meus grandes amigos, e até o Toddy veio direto de Muzambinho para me visitar. Esse cão é parceiro mesmo! Tudo corria bem até chegar a noite de sábado. Fizeram um baita churrascão (acho que mineiro comemora aniversário assim) e, para variar, simplesmente ignoraram minha baba que se acumulava. Fala sério! Não teve jeito, tive que apelar. Aproveitando que a galera estava ficando mais pra lá do que pra cá, efeito da mistura de uma tal de vodka com um lance chamado Red Bull, fui mandando brasa em tudo que caia no chão, sem que ninguém percebesse. Ranguei de tudo! Picanha, fraldinha, lingüiça, papel, carvão, vodka, cerveja, vinagrete, tudo mesmo. Comi sem medo de ser feliz! hehe Lá pelas 4 da matina todos já estavam dormindo, menos o mané aqui. Meus Deus do céu! Que noite lazarenta! Já ouviram falar em vômitos múltiplos? E em ultra super power caganeira molenga? Contei até a nona gorfada, depois desmaiei. No dia seguinte, eu estava praticamente morto. Tentaram de tudo para me trazer das cinzas: ração, água, soro caseiro, franguinho. Eu até comia, mas devolvia tudo devidamente processado em dois ou três minutos. Já desesperados, a Claudia e o Alexandre me levaram à clínica de uma veterinária lá de Guaxupé. A Juliana também foi na charanga me carregando. Imaginem o que é ficar em uma montanha russa por umas 10 horas seguidas. Foi o que senti. A veterinária, percebendo meu estado, trocou duas palavrinhas comigo e, de repente, senti um objeto pontiagudo e gelado em um lugar inapropriado. Puta que o pariu! Quem foi o desgraçado que lançou a idéia de que temperatura de cachorro não pode ser medida debaixo do sovaco? Naquele momento quis morrer. Certamente seria melhor estar no céu dos cachorros rodeado de umas 100 cadelinhas. Depois de medir minha temperatura anal, a veterinária veio com injeções, remédios, etc. Até dei uma melhorada mais tarde, mas a viagem de volta pra Campinas foi uma desgraça. No Domingo à noite ainda houve uma pequena comemoração, afinal, a Claudia merece demais da conta. Antes de dormir, tiramos esta foto. Reparem que fiz uma graça mostrando a língua... hehe As cachorras deliram quando faço isso! A Claudia, linda como sempre, quase não me deixou publicar a foto aqui no Blog porque o lance preto que ela passou em volta do olho já estava borrado. Vai entender essa mulherada! hehe Parabéns, Claudinha! Obrigado por todo carinho, amor e paciência! Te amo!

Ração forever!!!

Hoje tive uma longa conversa com a Claudia e com o Alexandre. Discutimos dois assuntos barra pesada: minha mania de dar umas mordidinhas quando estamos brincando e a mania deles de não me deixarem comer nada que não seja ração. O Alexandre estava todo revoltadinho só porque ranquei um pedacinho mirrado do nariz dele. Ficou falando comigo bem de pertinho, só para eu ser obrigado a ficar olhando para a napa dele, que está com um curativo feito pelo seu amigo Cesão. hehe... Parecia uma moça! Pô, que frescurada! A pele regenera, uai! Mas tudo bem, entendi que é melhor desencanar de brincar de morder e me concentrar nas lambidas. Os dois curtem e eu também. Faz uma cosquinha bacana na língua. hehe... Quanto à proibição de qualquer rango aqui para o Tonhão, que não seja ração, os caras apelaram total. Disseram que se me deixarem comer as tranqueiras que eles costumam rangar, principalmente à noite, não poderei mais continuar dando aquelas cagadas gostosas e relaxantes. Truquei os dois! Disse a eles que estavam mentindo para mim e que não poderia ser tão ruim assim eventual desarranjo intestinal. Já de saco cheio de diálogo, eles passaram para o tratamento de choque. Me deixaram ficar em cima do sofá da sala (algo raro) e colocaram o notebook bem na minha frente para eu assistir um vídeo. Putz! Que tosco! Definivamente, se for para passar o que o nego do vídeo passou, vou comer ração para sempre como se fosse filé mignon! Deus me livre! Beijos só para as cachorras!

Eu sei quem matou a Taís!

Preciso confessar uma coisa para vocês: que se explodam os cults de plantão, estou adorando esse lance de novela. É só ligarem a TV, que corro para ver se já começou. Pena que a galera é lenta demais para entender as coisas. Eu já sei há muito tempo quem matou a Taís e vou contar tudinho aqui, em primeira mão. O negócio é o seguinte: quem matou a lazarenta foi o Mercadante. Claro! E o único que sabe disso é o Renan Caloteiros, que está usando a informação para chantagear o cara. É evidente! Por isso que o bigodudo se absteve na tal votação de cassação. Nem é preciso ser muito esperto para sacar. O Bonner vive dando a dica antes de a novela começar. É só juntar as coisas. hehe... Beijos só para as cachorras! Fui!
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Niver do Xandão

Sábado passado, dia 15, foi niver do Alexandre. Fiquei meio chateado porque ele nem me levou para a festança no bar de um tal de Martin, aqui em Campinas. Essa desculpinha esfarrapada de que há certos lugares em que não se pode levar cachorro não está com nada. Pô, o cara fica me tratando como criança... Até parece que eu iria sair mordendo todos os tornozelos da festa. Só porque eu detonei umas sandálias da Claudia, não significa que vou dar baixaria com os sapatos dos outros. Sou um cara inteligente. Sei que certas coisas a gente só deve fazer em casa. Mas... Fazer o que, não é!?! Os dois chegaram no meio da madrugada (o Alexandre quase que carregado) com as maiores caras de inocentes e ainda vieram dar uma espiadinha no rejeitado da noite. Claro que fingi que estava dormindo. Não podia dar o braço a torcer. No dia seguinte, acho que ficaram com dor na consciência, pois me levaram para almoçar com eles na casa do Thiago e da Bel. O rango devia estar gostoso, porque o cheiro era divino. Mas como não me deram nenhuma provinha, não tenho certeza.... Sacanagem! Só pelo medo de a consistência do produto final de minha digestão ficar parecendo homus. Sabem como é!?! Aquela pasta de grão de bico. Pois é... Mas tudo bem, o dia foi legal. Curti muito uma bola irada que me deram para brincar. Era cor de laranja e gigantesca. Dizem que serve para fazer cestas e que todo mundo que brinca com ela tem que ser grandão. Show então! Era pra mim mesmo, já que altura não é o meu problema! hehe... Na casa do Thiago bebi uma água bacana que ele me deu, bem melhor do que a que costumo tomar aqui no meu apê. Era mais amarelinha, cheirosa e geladinha. Uma delícia! Mas depois me deu uma preguiça... Dormi logo em seguida. Tiraram até uma foto minha na hora. Fui ver só depois. hehe... Olhem como fico lindão dormindo!!! Xandão, parabéns pelo niver, cara. Muita paz para você! Atendendo seu pedido, não vou publicar nenhuma das fotos que tiraram de você. Sua cara de ressaca ficou uma desgraça mesmo!!! hehehe... Beijos só para as cachorras!
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"Sete de setembro é feriado do que mesmo, Claudia?"

"Sete de setembro é feriado do que mesmo, Claudia?" Esta foi a primeira coisa que ouvi no dia. Pela voz, o Alexandre ainda estava meio sonolento, enquanto recolhia minhas obras-primas diárias. Duas horas depois, eu já estava viajando. A ida foi um pouco complicada. Fiquei praticamente o tempo todo conversando com a Claudia, enquanto o Alexandre pilotava a charanga. Nossa mãe! O trem chacoalhou pra caramba! Por pouco não dei aquela gorfada. Ufa! Primeira parada, Guaranésia (repeti umas mil vezes até decorar o nome). Não deu pra ver direito a cidade, pois o sem noção do Alexandre só curte ar-condicionado e, para piorar, o vidro da charanga é quase preto. Chegamos em uma casa com um corredor comprido. O Alexandre me levou no colo até um pátio enorme e, sem falar nada, me colocou bem no meio do lugar. Fiquei lá, parado, olhando pra ele e pensando: "E aí? O que vamos fazer? Tem comida aqui?" Dois minutos depois descobri o que eu faria naquele pátio nas próximas 24 horas: correria e brincaria muuuuuuuuuuuito. A primeira coisa que um bom cão faz quando chega num lugar diferente e definir onde vai dar sua primeira cagada. Tem que ser um lugar especial, onde a obra-prima possa ser apreciada por todos. Elegi a entrada da cozinha dos fundos, já que era um lugar com um cheiro gostoso e onde muita gente entrava e saía. Nesta casa do corredor comprido vivem os "Pelezinhos", mais especificamente a Preta Gil e o Pelé. São dois cães filhotes muito legais. Ouvi dizer que eles têm mania de virar latas. Troço estranho!. Não me deixaram brincar com eles por causa de uns lances com as vacinas deles, sei direito não. Foi lá também que conheci um monte de gente bacana, o Vinícius, a Gabriela, o Guilherme e o Juninho, e revi meus amigos, Mariana e Rafael. Em Guaranésia, o Tonhão aqui foi tratado como celebridade... hehe. Todo mundo queria tirar fotos comigo. Na festa que teve sábado então, devia ter cobrado um petisco por foto. Garantiria rango por uns dois meses fácil! Aliás, na festa, quem mais brincou comigo foi o Vinícius. Que cara show! Batemos altos papos e ele me convidou para conhecer sua casa nova lá em Sampa! Vinícius, já estou com saudade de você, queridão! Olha que foto irada que tiraram de nós!





Quando já estava me acostumando com a casa de corredor comprido em Guaranésia, me tacaram na charanga de novo. Imaginei que voltaria para meu apê em Campinas, mas, 20 minutos depois, estava em outra casa, numa cidade com o nome mais estranho ainda, Muzambinho. Caramba! Que nominho sinistro hein! Pensei que fosse o nome de algum bichinho... hehe. Desta vez não me colocaram em um pátio grandão, mas sim num lugar que chamam de "copa" (acho que é isso mesmo que ouvi). Foi nesta casa que conheci o Toddy, o labrador mais famoso de Muzamba City e o mesmo cara que sempre posta uns comentários da hora aqui no meu blog. Quando nos colocaram frente a frente, na área dos fundos, putz grila! Que susto! O bicho não é um cão, parece mais um elefante preto. Olhava pra cima e não conseguia nem ver direito a cabeça do lazarento. As pernas dele mais pareciam quatro paus-de-sebo pretos, onde nem adiantaria tentar escalar. Fiquei tão encanado que até me esqueci de eleger algum lugar para dar uma cagada. Na verdade, estava cortando um cagaço forte! hehe... Precisava me impor rápido, antes que o Toddy pensasse que eu era um mero petisco ambulante. Aproveitei que ele deu uma bobeada e deitou na beira de uma escada e parti para o ataque. Disse em alto e bom som que eu era o Tonhão e que não serveria de aperitivo para nenhum labrador sem vergonha. Disse a ele também que meus dentes são super afiados e dei até umas mordidas de leve para ele sentir o drama. No final das contas, ficamos amigos. Descobri que o cara é grande mas gente boníssima. Curte brincar de luta e correr em disparada exatamente como eu e tem assunto pra caramba no que se refere às cachorras. Me deu altas dicas!!! O Toddy também me prometeu levar para conhecer seu sítio lá em Muzambinho e me ensinar a nadar na cachoeira, assim que eu acabar de resolver o lance das minhas vacinas (será que terei que enfrentar aquela maldita veterinária de novo?!?). O fim de semana foi muito louco! Show de bola! Na viagem de volta, mais relaxado, aproveitei para tirar um cochilo. Só acordei na garagem do apê. Sussa! hehe... Beijos só para as cachorras!




Homenagem à família

Acabo de voltar da lazarenta da veterinária. Esta eu ainda não conhecia. Tentei, então, ser simpático. Fiz festa, banei o rabo, dei umas lambidas, aquelas coisas básicas. Ela nem me deu moral. Ficou conversando com a Claudia e, simultaneamente, já surgiu com uma baita de uma injeção na mão direita, enquanto me dava uma coçada, relativamente gostosa, com a esquerda. Desgraçada! Quanta falsidade! Fiquei meio paralisado. Primeira coisa que pensei: preciso fugir. O problema é que a mesa onde eu estava era alta pra caramba. Aí surgiu o impasse: pulo e corro o risco de quebrar o pescoço ou enfrento esta maldita agulha gigante? Não deu tempo de decidir. Enquanto pensava já senti a bichinha entrando na minha pele! Puuuuuuta que o pariu! Como arde essa tal de vacina! Fiquei de bode. Como podem fazer isso comigo? No caminho de volta, fiquei viajando no colo da Claudia. Lembrei da minha mãe e de toda minha família. Já em casa, resolvi dar uma olhada em algumas fotos deles e encontrei o último ultrasom, feito pouco antes de eu nascer. Olhem que louco!

Cada foto que eu via me fazia sentir um orgulho danado da minha família. O pessoal é muito legal e sempre vou guardar todo mundo no meu coração. Minha mãe e meu pai será mais fácil de reencontrar, pois moram lá na casa da Débora em Americana, mas meus irmãozinhos, ainda não tenho certeza absoluta de onde ficarão morando.

Como já disse aqui, minha mãe, uma Bulldogue show de bola chamada Kira, não tinha sonhado em ter um salsichinha como pai de seus filhos. Mas, como nesta vida o que conta é o love, nasceu o grande Tonhão, a mistura que ficou melhor do que a encomenda! hehehe

Se bem que meu pai é bem charmosão também. Tem estilo!!! hehe Além do que, não é qualquer salsichinha sem vergonha que conquistaria minha mãe. O cara é fudido! Posso dizer, tranquilamente, que herdei esse dom dele. Bom, sabem que foi gostoso lembrar da família!?! Até esqueci da lazarenta da veterinária por alguns momentos... É isso aí! Esta é minha grande família, galera! Beijos só para as cachorras!